Workshop

A palavra inglesa workshop é traduzida para nossa língua numa perspectiva muito singular para o foco de investigação deste estudo: oficina. Por sua vez, oficina, palavra de origem latina, remete a lugar onde um ofício é exercido. A princípio, nossa reflexão remete então, no caso do nosso objeto de estudo, a um espaço do fazer artístico, mais especificamente, ao “lugar” do exercício do artista de teatro, do artesão da cena. Para SCHECHNER (2003), workshop esta inserido no contexto da performance, referindo-se especificamente à etapa de pesquisa ativa no processo de criação. Pesquisa ativa no sentido de justapor conteúdos de caráter histórico, memorial e vivencial do artista com o “fazer” criativo, além de um treinamento através do qual há a possibilidade de se experienciar e ampliar diferentes técnicas e linguagens. Segundo o estudioso da performance, trata-se de um procedimento que possibilita uma grande liberdade exploratória durante o processo de criação, e um percurso de intensa experimentação onde a retomada de propostas de criação é princípio fundamental. Concordando com Schechner, poderíamos considerar então, o workshop como uma oficina de “protótipos” artísticos provisórios, experimentais.

No contexto da linguagem teatral, o workshop é empregado como um procedimento de criação em processos de diferentes grupos da cena contemporânea. Neste contexto, o procedimento apresenta-se como uma improvisação mais elaborada, que se utiliza dos vários elementos de uma encenação, como sonoplastia, música, figurino, cenografia, iluminação entre outros, para concretizar, em forma de cena, uma abordagem ou posicionamento do artista sobre algum tema ou questão.



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