A(u)tor

Além do aspecto de valorização do discurso autoral do ator no processo de criação e na encenação, não podemos deixar de considerar também, que a dinâmica de trabalho com o workshop potencializa as ideias de criação e promove o contato, mesmo que intuitivamente em alguns casos, do artista com outras áreas além da atuação, como a dramaturgia, a encenação, a iluminação, cenografia, figurino, etc., haja vista que é ele quem deverá conceber, a partir da ideia ou questão investigada, as soluções cênicas provisórias para roteiro da cena, indumentária de personagem, som e luz e qualquer outro elemento que considere necessário para concretizar cenicamente sua proposta, além de assumir o papel de diretor, concebendo a encenação de sua própria cena.  A atriz Daniela Carmona [in FERNANDES e AUDIO (2006)], sobre o processo de criação em “BR-3”, relata que o trabalho com os workshops foi uma fase “extremamente libertária, criávamos textos próprios, utilizávamos o espaço da Casa I (nossa sede) inteiramente, às vezes até a rua, e podíamos também abusar da boa vontade dos outros criadores (luz, cenário, figurinos)”. É claro que existe a possibilidade do auxílio de outros integrantes do grupo, porém, a base conceitual e a organização/direção da cena é de responsabilidade do ator que esta propondo o workshop. Assim, além das contribuições para o “levantamento” de material criativo para dramaturgia e encenação, o workshop também apresenta grande potencial para o estímulo e a apreensão de conhecimento em outras áreas, além da atuação.

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