Presença

 Após esta breve reflexão contextual sobre o depoimento pessoal, podemos arriscar uma síntese provisória sobre três diferentes perspectivas abordadas até aqui: em Stanislavski há um processo de associação entre os elementos constitutivos do ator e da personagem, sendo que no resultado estético a personagem sobressai; em Grotowski há uma busca pela potencialização do duplo corpo-mente, resultando na diluição dos limites entre personagem e intérprete; e na Performance Art há um processo de presentificação que resulta na eliminação da personagem em contraposição a presença física e emocional do performer. Esta última abordagem se coloca como campo fértil para o depoimento pessoal na medida em que a ação performática é resultado direto do posicionamento do performer em relação ao outro, ao espaço, ao mundo e a si próprio. Ora, nessa experiência relacional, um dos lados do diálogo tem origem justamente nos princípios, memórias, experiências e vivências do performer, que são colocados no jogo de relações proposto, materializando-se um verdadeiro depoimento autoral. Nas últimas décadas, esse movimento performático vem influenciando cada vez mais as artes cênicas.

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